Como tudo começou… Do Windows para o Linux

Meu primeiro contato com computadores foi num PC 486 com Windows 3.11. Logo depois veio o Windows 95, seguido do 98, o 2000 e finalmente o XP, lançado em 2001 (sim, eu pulei o Millennium Edition).

O Windows XP foi portanto a última versão que rodou numa máquina minha até que comecei a fazer a migração gradual para o Linux, como explico mais adiante.

Contatos imediatos com o software livre e open source

Um dos primeiros programas open source que usei foi o OpenOffice, depois fiquei usando a versão brasileira dele, o BrOffice, e continuei experimentando alternativas gratuitas (freeware) e livres para as mais diversas finalidades, e entre muitos outros que eu usava na época, destaco o ImgBurn, Notepad++, VirtualDub, Media Player Classic, 7-zip, Firefox, Thunderbird, Pidgin, DVDStyler, etc.

Eu adorava esses programinhas leves, eficientes e free! 😀

alguns dos programas portáteis que costumava usar no Windows

Na parte de programas gráficos, percebi que eu conseguia ótimos resultados também com o Gimp e o Inkscape para substituir respectivamente o Photo-Paint e o CorelDraw, os principais programas que eu usava para trabalhar naquela época.

Com o surgimento do PortableApps.com comecei a preferir as versões portáteis (e se possível, open source) de tudo o que houvesse disponível, principalmente pela praticidade de levar todos esses aplicativos para qualquer lugar e poder usá-los a partir de um pendrive. Vale destacar também a importante contribuição desse portal na popularização de muitos softwares livres na plataforma Windows.

Em busca de conhecimentos

Ávido por aprender sempre mais, eu costumava comprar muitas daquelas revistas sobre tecnologia que vinham com CD’s cheios de softwares para testar, clipart, fontes e outras tranqueiras, e acessava com frequência os fóruns na internet madrugada a dentro para entender um pouco mais. E, sempre que tinha oportunidade, também ia nas feiras de tecnologia, como a Info Nordeste. Ou seja, eu estava sempre buscando por informação nessa área e foi assim que tomei conhecimento da existência desse “outro” sistema operacional chamado Linux.

Quando eu ainda não sabia formatar um computador nem fazer a instalação de um sistema operacional (aprendi depois, num curso de Montagem e Manutenção de Micro do Senac), a pedido meu, um amigo instalou um Linux na minha máquina (o Red Hat era o que estava disponível), em dual boot com o Windows, para que eu pudesse experimentar mas não rolou nada além de eu ficar olhando meio perdido para aquele sistema um tanto exótico para mim.

Então, certo dia fiquei sabendo que uma empresa chamada Canonical enviava gratuitamente para qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, CD’s de uma distribuição Linux chamada Ubuntu, que prometia ser mais amigável para o público em geral. Resolvi arriscar e me cadastrei para receber o CD.

Alguns meses depois recebi, direto da Inglaterra, dois CD’s do Ubuntu 7.10, o default de 32-bit e outro na versão 64-bit. Fiquei sensibilizado com a atenção dada. Obrigado, Mark! Ainda guardo-os como lembrança.

CD’s do Ubuntu 7.10 – presentes da Canonical

Linux for human beings

Inicialmente experimentei o Ubuntu dentro do Windows (por meio do Wubi), depois em dual boot, principalmente por conta de um scanner que só funcionava no Windows e um programa que não tinha equivalente no Linux, e finalmente na versão 10.04 do Ubuntu, depois de ter certeza que todos os programas que eu vinha usando e os equipamentos funcionavam no Ubuntu, mudei de vez para o pinguim e deixei definitivamente para trás as janelas.

Nesse percurso ainda apresentei o Ubuntu para umas pessoas que estão nele até hoje, contribuindo para o aumento da base de usuários. Um deles passou a trabalhar com montagem e manutenção de micro, formatando máquinas e, contrariando o senso comum, instalando o Ubuntu para seus clientes, que segundo seus relatos, adoraram a experiência. Vai saber onde esse efeito cascata foi parar!

Mais tarde tive a oportunidade de dar aulas sobre computação gráfica e Linux para jovens.

Ou seja, a estratégia agressiva do Mark Shuttleworth para popularizar o Ubuntu, enviando CD’s gratuitos mundo à fora e possibilitando que até os usuários noob como eu experimentassem o Linux, inclusive sem sair do Windows, funcionou que foi uma beleza.

De certa forma, tudo isso contribuiu para eu tenha hoje um carinho especial pelo Ubuntu.

Resumo

Primeiro eu busquei alternativas open source para praticamente todos os softwares que precisava, porque eu não apenas não queria usar software pirata como desejava ter mais performance e praticidade. Depois foi crescendo o interesse pelo Linux e fui experimentando o Ubuntu aos poucos, começando com a instalação local dentro do Windows, seguido por lives CDs/USB, passando por dual boot e por fim a instalação definitiva, quando eu já estava convencido de que tudo o que eu precisava utilizar podia ser feito tranquilamente no Linux.

Essa adoção gradual e planejada fez com que todo o processo de migração tenha sido suave e sem traumas.

Assim foi como vim parar aqui. Agora, o real motivo que me fez sair do Windows e ir de vez pro Linux, conto na próxima postagem.

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  1. Pingback: Por que migrei do Windows para o Linux – workstation

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